Colunista|21.out

O Beijo da Morte

Prezado leitor, na coluna desta semana, vamos dar destaque a força bélica mais bem treinada que possa existir: nosso sistema imunológico. Regido por uma série de eventos calculadamente orquestrados, nosso sistema de defesa está, na maioria das vezes alerta contra todos os tipos de inimigos. Invasores como bactérias, terroristas como vírus, agentes infiltrados como alergênicos e até mesmo subversivos como células cancerosas. Ninguém está totalmente imune a esta portentosa falange.

Merece destaque neste embate entre micróbios solertes, toxinas atrozes e moléculas intrusas, as poderosas células brancas denominadas Linfócitos T, soberanas comandantes deste altivo exército, cuja marca registrado é o alto grau de preparo, especificidade e poder tático sincronizado.

Uma simples pancada, um pequeno arranhão ou mesmo a detecção de um corpo estranho, já é o suficiente para que este atento comandante dispare sinais de alerta recrutando um sem número de soldados, com as mais variadas táticas de combate. As estratégias variam desde a simples ingestão e destruição de inimigos, como no caso dos recrutas neutrófilos e dos gigantes macrófagos, perpassando pelo pelotão dos linfócitos B, produtores de anticorpos, uma espécie de míssil teleguiado específico que neutraliza o inimigo. Sem falar das temidas células natural killer, que com seu beijo da morte injetam substâncias venenosas como porfirinas em células suspeitas causando sua implosão, ou mesmo, destravando sua apoptose, uma espécie de suicídio intracelular programado.

Três habilidades são bastante marcantes nestas diligentes e zelosas células brancas, que atendem pela denominação de linfócitos T, os quais podem nos inspirar: a vigilância, o equilíbrio e a liderança.

É preciso sempre estar vigilante contra os “antígenos morais”. Aqueles comportamentos, hábitos e vícios que venham a trazer prejuízos, não somente a nossa saúde física, como também psíquica, nos afastando de nossas aspirações.

Para que possamos alcançar nossas metas e conquistas diárias, por vezes se faz necessário nos tornarmos competitivos e precipitar-nos com toda força e vigor em busca de nossas realizações. Porém, temperança e prudência são sempre necessárias, para que possamos nos manter em equilíbrio, a fim de não desencadear uma ação autodestrutiva, colocando tudo a perder

Por fim, partindo da definição de James Hunter, autor da Obra “O Monge e o Executivo” (1998), de que liderança é a habilidade de influenciar pessoas para que trabalhem com entusiasmo por objetivos identificados para o bem comum, faz-se necessário inspirar naqueles que estão ao nosso redor confiança e foco, a fim de que todos somem forças na mesma direção.

Lembre-se que, no front de batalha da vida, é de grande valia desenvolver nossas potencialidades, aprender com os erros, reconhecer as fraquezas e acima de tudo, reservar para as ameaças, o implacável beijo da morte.

Imagem destacada: News Medical


por Cristiane Pawlowski Kuster

Guitarrista da 350ml, mestre em Letras.

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