Colunista|30.dez

O Eldorado Mental

Prezados leitores, neste último artigo de 2019, vamos conhecer um pouco mais sobre uma planta de origem asiática, da família das leguminosas, classificada botanicamente com o nome de Lens culinaris, e popularmente conhecida como lentilha.

Com apreciação em diversas regiões do mundo, com destaque para Austrália, Canadá, Turquia e Índia, grandes produtores mundiais, sua utilização vai desde ornamentação em vasos, jardineiras e cercaduras de canteiros, até a alimentação humana, onde pode ser consumida como grãos inteiros cozidos, ingrediente de sopas e até mesmo como componentes de bolos e pães, no caso da farinha.

Suas sementes são protegidas por um fruto seco denominado vagem, que se abre quando maduro, expulsando-as, a fim de assegurar a propagação da planta. Possuindo coloração esverdeada e formato de moeda, as sementes de lentilha são bastante consumidas nas ceias de réveillon, pois simbolizam riqueza e prosperidade, as quais, podem ser encontradas de fato, no seu alto valor nutricional.

Seus atributos são inúmeros: rica em proteína vegetal, fibras, substâncias oxidantes, fonte de proteínas, amido, vitaminas do complexo B, além de minerais como ferro, potássio, zinco, sódio, cálcio, magnésio, cobre e iodo, a lentilha contribui para o emagrecimento uma vez que proporciona sensação de saciedade. Também pode colaborar para o bom funcionamento do intestino e do sistema cardiovascular, atuando, inclusive, para baixar os níveis de colesterol.

Traçando uma analogia entre o ano que se encerra com o ciclo de vida desta leguminosa tão saborosa e emblemática, podemos inferir poderosos ensinamentos para o próximo ciclo que se inicia em nossas vidas.

A semente de ervilha plantada no seio da terra, carrega em si um enorme potencial que, em condições adequadas, quebram sua dormência e germinam em busca de luz, gerando uma planta inteira contendo frutos ou vagens, que encerram no seu interior, não apenas uma semente, mas várias, que ao amadurecer encontram-se em condições de garantir a continuidade da vida.

Penso que assim também devemos proceder nesse ciclo anual que se finda em nossas vidas. Nos recolhermos no nosso mundo interior, no mais profundo da nossa consciência e da nossa alma, onde o silêncio é absoluto e reina o nosso “Eldorado Mental”, resinificando crenças e atitudes, e gerando virtuosos frutos que contém em seu interior a semente da mudança, com a intenção de que, nessa nova década, nos tornemos seres renovados e sempre dispostos a emergir em direção à Luz da sabedoria.

Assim sendo, para essa nova jornada que se anuncia, lembre-se da frase do músico e compositor brasileiro Saulo Fernandes: “é tempo de a consciência molhar as plantas, colher os frutos e comer somente o que for verdadeiro”.

Um abraço e um Feliz Ano Novo!


por Cristiane Pawlowski Kuster

Guitarrista da 350ml, mestre em Letras.

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