Entrevista|20.abr

A Páscoa para os Luteranos

O Pastor Everton Gustavo Wrasse da Igreja Luterana em Guarapuava relatou o sentido da Páscoa, como as famílias realizam a preparação e deixou uma mensagem de Páscoa. O texto foi enviado pelo Pastor a equipe do Site da Mônica Cordova.

A páscoa surgiu no Antigo Testamento como uma celebração anual ordenada por Deus, a fim de que o povo se lembrasse da saída do cativeiro egípcio, após 400 anos de escravidão. Naquela ocasião da saída do cativeiro, todo o povo hebreu deveria passar sangue de cordeiro nos batentes das portas, a fim de que o anjo da morte não visitasse aquelas casas. O sangue do animal foi a aliança que Deus fez com o seu povo, a fim de salvá-los e tirá-los do Egito. Para os cristãos, Jesus estabeleceu uma nova aliança, não mais com o sangue de cordeiro, mas através do seu próprio sangue, derramado na cruz do calvário para a salvação de todo aquele que nele crê. Numa celebração anual da páscoa, Cristo foi entregue e morreu, seu sangue derramado para perdoar todos os que nele creem.

Os cristãos estabelecem um período de 40 dias antes da Páscoa, denominado Quaresma. Tradicionalmente, o número 40 (e seus derivados) representam provação e consequentemente confiança no poder de Deus. Foram 40 dias e 40 noites do dilúvio, 40 anos de peregrinação no Egito, 400 anos de escravidão, 400 anos de silêncio entre os testamentos, 40 dias que Jesus foi tentado no deserto… Este período serve de maior reflexão sobre os sofrimentos de Cristo em nosso lugar.

Em nossa Igreja temos algumas cerimônias, onde todos são convidados a participar: Há a Ceia Pascal Cristã (a Ceia Pascal era a celebração da Páscoa do povo no Antigo Testamento, acrescida do re-significado que Cristo trouxe à comemoração: a Santa Ceia, na qual comemos e bebemos o corpo e sangue de Cristo. Esta Ceia normalmente é realizada na quinta-feira, que foi o mesmo dia que Jesus a celebrou, instituiu a Santa Ceia e depois foi preso. Há também o Culto Tenebrae, que significa O Ofício das Trevas. Esta celebração, datada do século IX, tradicionalmente acontece na sexta-feira santa e nos remete as trevas que pairaram sobre a terra após a morte de Jesus. Sua característica é que, das 8 velas presentes no altar, 1 a 1 elas vão sendo apagadas, até o final da cerimônia, restando apenas uma vela – que dá esperança àqueles que estão entristecidos pela morte de Cristo. Além destas duas celebrações especiais, temos também o Culto de Sexta-feira Santa, tradicional, e a celebração da ressurreição, no domingo de manhã. Em alguns lugares observa-se o costume de realizar a celebração da ressurreição na alvorada do dia, para imitar as mulheres que foram ao túmulo para embalsamar o corpo de Jesus, e não o encontraram pois Ele já havia ressuscitado.

Mensagem do Pastor Everton
 

por Mônica Cordova