Colunistas|03.jun

Pé Chato

A deformidade do pé conhecida como pé chato é bastante frequente nos consultórios de ortopedia. Ela consiste na
ausência total ou parcial do arco plantar, que na criança pequena ainda não existe pelo depósito de gordura local. Por volta dos 8 ou 9
anos geralmente existe a correção espontânea.

Dados epidemiológicos demonstram que na população de 3 a 5 anos 75% apresentam o pé plano valgo e, após os 8
anos, 12,5%. Entre os adultos, de 6 a 20%, dependendo do local onde foi realizado o estudo. Cabe salientar que apenas 3% dos
pacientes diagnosticados com a deformidade quando criança apresentarão queixas incapacitantes quando adulto.

Na grande maioria das vezes o pé chato tem um curso benigno e não requere tratamento. Porém existem diagnósticos diferenciais como pé talo vertical e coalizão
tarsal, que devem ser excluídos. As populares palmilhas não demonstraram ser um tratamento efetivo para mudar o curso natural da doença, sendo
reservadas para casos que cursam com dor.

Por outro lado, o tratamento recomendado é a observação periódica pelo especialista, para identificar variações da normalidade e casos patológicos.
Outra recomendação, que pode ajudar a formação do arco medial longitudinal do pé, é o hábito de andar descalço e exercícios
físicos, além de alongamento do tendão de aquiles, caso haja contratura.

Calçados especiais podem ajudar a aliviar sintomas, caso presentes.

 

Dr. Gustavo Ribeiro


por Gustavo Werle Ribeiro

Formado em medicina pela PUC-PR (2006-2011), realizou sua residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (2012-2014) e foi aprovado no exame de título como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Realizou superespecialização em Ortopedia Pediátrica e Reconstrução e Alongamento Ósseo no INPAR (2015-2016), sendo membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica e do Comitê ASAMI.

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