Entrevista|19.fev

Secretario Celso Góes fala sobre a importância do cadastramento do cartão SUS

por Jota Terres

Em novembro de 2019, o Governo Federal anunciou o novo formato de repesasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para os municípios. A decisão entra em vigor em abril e levará em conta o número de pessoas cadastradas e o cumprimento de indicadores de saúde. Assim, quanto mais pessoas inscritas e melhores forem os resultados, maiores serão os valores repassados. Hoje, o pagamento é feito com base em dados populacionais, ou seja, pelo regime per capita.

 

Em entrevista ao T News da Rádio T desta quarta-feira (19), o secretário municipal de saúde de Guarapuava (PR), Celso Góes, disse estar realizando com a sua equipe, uma campanha de conscientização da população  para que esta saiba a necessidade de ir até as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e realizar os cadastros ou atualizações.

 

“A solicitação da secretária municipal se estende até mesmo para as pessoas que por algum motivo acreditam nunca terem utilizado os serviços do SUS. Não há necessidade de que todos os membros da família se dirijam ao posto. Apenas um familiar que esteja munido dos documentos pessoais (RG ou certidão de nascimento) e do comprovante de residência já pode fazer o procedimento”, esclarece o secretário.

 

Para poder impulsionar a mudança, o Ministério da Saúde prevê um incentivo de R$ 2 bi. No anúncio feito ano passado, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou não haver riscos, no curto prazo, de haver redução nos repasses para municípios. “O indicador vai trazer um ciclo virtuoso. É muito melhor olhar para o problema do que deixá-lo varrido debaixo do tapete”, declara o ministro.

 

Saúde em Guarapuava

A mesorregião Centro-Sul do Paraná compila dezoito outras cidades ao total. São mais de 370 mil habitantes que necessitam com frequência dos serviços da saúde pública e privada de Guarapuava. Mas, com apenas dois hospitais em funcionamento é penoso para as instituições manejar tamanho fluxo.

 

A secretaria de saúde reconhece o cenário das esperas, filas e falta de certos atendimentos especializados, mas que segundo, busca atender com urgência as necessidades da população. “O Hospital Santa Tereza está com uma situação complicada. Nós tentamos ajudar na medida que a lei permite, mas o hospital precisa da ajuda de todos”, disse Góes.

 

Questionado sobre o Hospital Regional, Góes afirmou ter conversado com o Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto (PSD) sobre a entrega do investimento do Estado em reunião nesta terça-feira (18).“O Hospital Regional está com 95% da sua estrutura concluída, mas, este não é o grande problema. Ele (Preto) me disse que o hospital está em processo de discussão de como será feita a sua gestão e que, isso demanda de tempo […] Neste momento, nós precisamos que ele esteja em funcionamento o mais rápido possível”, reiterou o secretário. O Hospital Regional de Guarapuava ainda não tem previsão de entrega.

 

 

O secretário ainda falou sobre as filas de espera, o centro de especialidades e a preocupação do governo municipal em alertar a população sobre o risco da dengue. Confira a entrevista completa cedida a comunicadora Mônica Córdova. Ouça e compartilhe nas suas redes sociais digitais!

 

 

 


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por Jota Terres