Entrevista|22.fev

Tatiane Raquel da Silva, nos passos da vitória

por Jota Terres

 

1991, vinte e nove anos atrás. Um ano desconhecido por uma boa parcela da população. Não foi ano de Copa do Mundo, nem de eleições nacionais ou de grandes reformas na economia. Uma data só ganha destaque e validez quando associada a algum evento importante. E, 23 de agosto de 1991, o Imperador Akihito anunciava a abertura da 3ª edição do Campeonato Mundial de Atletismo.

 

A cidade sede era a capital da Terra do Sol Nascente, Tóquio. Mais de 165 países representados e cerca de 1517 atletas devidamente registrados. Com oficialmente 57 mil lugares – 48 mil deles sentados – o Mundial de 1991 foi um dos últimos grandes eventos internacionais realizados nele. O estádio foi demolido em 2015 e, em seu lugar está sendo construído um novo estádio.

 

A indômita

Enquanto a população de Tóquio e os turistas vibravam pelos atletas correndo velozmente atrás do ouro olímpico, no outro lado do Atlântico, nascia na charmosa Londrina (PR), Tatiane Raquel da Silva. Indômita desde a infância, Tati (como é chamada pelos íntimos) buscava sempre ser a melhor atleta da escola. O melhor salto, o melhor tempo e a melhor largada, não importava qual fosse a modalidade, ela sempre buscava alcançar seu máximo.

 

Aos treze, iniciou uma longa jornada sem volta. Calçou os sapatos apropriados, vestiu roupas confortáveis, amarou as madeixas e foi para a rua correr. O suor no rosto, as dores típicas do pós-treino, alimentação regrada e, até mesmo a costumeira brisa gélida das manhãs frias de inverno de Londrina, não desencorajaram Tatiane.

Deste momento único, onde a pequena Tatiane decidiu ser uma atleta profissional, até os dias atuais, ela já acumula tantos quilômetros percorridos em pistas e asfaltos que suponho que já poderia ir do Monte Caburaí (RR) a Chuí no Rio Grande do Sul.

 

 

Os próximos passos

Hoje, aos 29 anos de idade, Tatiane é uma corredora por excelência. Desde o fim de 2012, ela e o marido Guilherme, moram em Guarapuava (PR). É educadora física pela Faculdade Guairacá, mãe da Letícia de onze anos e, quando não está correndo e treinando, ama estar entre os familiares e amigos.

 

“Além de amiga, a Tatiane foi minha aluna orientanda durante a faculdade. Já estamos trabalhando juntas há sete anos. Ela é sem dúvida uma profissional muito esforçada. Vide exemplo que nas Olimpíadas de 2016, ela ficou apenas com segundo de diferença”, declarou a assessora esportiva, Carla Varela em entrevista a comunicadora, Mônica Córdova na manhã desta sexta (22).

 

Tati Silva já obteve vitória em mais de quarenta competições brasileiras, sendo que em nove, já esteve no mais alto lugar do Troféu Brasil de Atletismo, competição histórica realizada anualmente desde 1945. Sem contar as 11 vezes consecutivas em que foi campeã da Corrida Cidade de Guarapuava. Mas enganasse aquele(a) que pensa que as vitórias são apenas nacionais.

 

“Se eu pudesse descrevê-la seria para associá-la aos samurais. A Tati é uma guerreira. Dedicada, compenetrada, audaciosa e fiel aos seus treinos. E não é à toa que os resultados positivos acontecem na vida dela”, afirma o professor, Pablo de Almeida. Ele foi professor da Tati durante a faculdade e hoje está como secretário municipal de esportes e recreação de Guarapuava (PR).

 

Em 2018, Tatiane ficou em primeiro lugar no Ibero Americano que aconteceu no Peru. Em 2019, conquistou primeiro lugar no Sul-Americano Adulto no Peru, primeiro no Gran Prix de Atletismo no Uruguay e também primeiro no Gran Prix de atletismo no Peru. Em 2019, Tatiane foi quarto lugar nos 3 mil metros com obstáculos nos Jogos Pan-americanos de Lima (PER).

 

“Na vida atlética é normal termos vitórias e derrotas, mas, quero que ela (Tatiane) saiba que nós, a sua família, sempre estaremos de braços abertos para recebê-la como a nossa verdadeira campeã que ela é”, expressa o engenheiro civil, Guilherme Senger, esposo de Tatiane.

 

 

Ela já representou os mais de 209 mi de brasileiros antes, mas até hoje não conseguiu voltar com o sonhado ouro olímpico para casa. Eis a hora! Assim como se escrito pelo destino, talvez veremos através dos nossos televisores e aparelhos celulares, da Silva atravessar a linha de chegada e ser ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio em agosto deste ano. Esperamos contemplar a nossa paranaense representar a nação. E lá, no outro lado do mundo, estando no mesmo estádio que vinte e nove anos atrás fora palco de competições atléticas, vejamos Tatiane Raquel da Silva dar os passos da vitória.

 

_________________________________________________

 

Quero ajudar!

Mas para que ela possa realizar suas competições, assim como qualquer outro atleta profissional, Tatiane precisa do seu patrocínio. Para ajudá-la financeiramente e assim, também associar sua marca e/ou imagem a uma atleta de renome, basta entrar em contato através de suas redes sociais digitais. No Facebook, Tatiane Raquel Silva ou pelo WhatsApp (43) 996-588-841.

 

Podcast

“Esse quadro é muito importante para o ouvinte porque nos faz repensar, construir e desconstruir alguns conceitos. Ele foi criado para apresentar pessoas assim como a Tatiane, que não desistem. A dificuldade sempre há de existir, mas é através dela que nos se tornamos cada vez mais fortes” conclui a comunicadora, Mônica Córdova. Ouça a entrevista completa no podcast a seguir e, não deixe de compartilhar!

 


galeria
galeria
galeria
galeria
galeria
galeria
por Jota Terres