Colunista|27.jan

Terrorismo Biológico

Prezados leitores, tendo em vista a preocupação que assola as autoridades em saúde de todo o mundo, em função do temerário coronavírus de Wuhan, vamos dedicar algumas linhas a compreensão dos menores agentes terroristas que a humanidade pode se dar conta: os Vírus.

Vírus, cuja etiologia deriva do latim “veneno ou toxina”, são considerados pequenos agentes infecciosos, formados basicamente por uma cápsula proteica em cujo interior encontra-se o material genético, que pode ser DNA (ácido desoxirribonucleico) ou RNA (ácido ribonucleico), possuindo dimensões em média entre 20 a 300 nanômetros – lembrando que 1 nanômetro equivale a bilionésima parte do metro. Pelo fato de não possuírem maquinaria celular como membrana, citoplasma, núcleo nem mesmo organelas, os vírus são parasitas celulares obrigatórios, necessitando infectar células de outros organismos para se replicar.

Refiro-me aos vírus como agentes terroristas, pelo modo como infectam células. Após adentrarem em nosso organismo, seja através da ingestão de alimentos líquidos ou sólidos contaminados, inalação de gotículas presentes no ar, transfusões de sangue, compartilhamento de agulhas, infecções sexualmente transmissíveis ou mesmo transmissão vertical no caso do leite materno e placenta, a estratégia é sempre a mesma: se acoplar sutilmente a célula-alvo, plantar seu material genético no protoplasma celular, tomar o comando metabólico da célula-refém obrigando-a a fabricar mais cópias virais e, finalmente, a exemplo de um homem-bomba explodi-la, a fim de libertar um exército viral que agora infectará novas células.

Sendo mais específico, com relação ao coronavírus, causador da síndrome respiratória viral aguda, teria sua origem vinculada a mercados municipais da cidade de Wuhan na China, onde são vendidos animais vivos que poderiam ser reservatórios de famílias de coronavírus que os quais serem humanos são imunes. No entanto, a combinação genética de variedades destes vírus, poderia ter originado uma nova cepa, cuja mutação lhe permitiu infectar células humanas.

Os sinais da síndrome se caracterizam por febre, falta de ar, podendo evoluir para síndrome respiratória aguda causando, inclusive, insuficiência renal. Como o vírus é novo e ainda desconhecido, não existe medicamento específico, sendo o tratamento apenas de suporte.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil ainda não existem casos confirmados até o momento. Como o vírus tem grande capacidade de se dissipar pelo mundo, vale apena tomar alguns cuidados básicos como lavar bem as mãos com sabonete ou álcool-gel, especialmente quando tocar em objetos de uso coletivo, se alimentar bem e procurar manter o organismo sempre hidratado.

Finalizando de forma metafórica, deixo a seguinte reflexão: quais são as armas mais poderosas para se combater um ataque terrorista? Proteger melhor nossas fronteiras reduzindo o fluxo rival, se preparar nutricionalmente para possíveis ataques surpresas e, não menos importante, a troca de informação.


por Cristiane Pawlowski Kuster

Guitarrista da 350ml, mestre em Letras.

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