Colunista|13.jan

Um doce e gordo veneno

Visando trazer informação, nesta semana trataremos de uma doença em princípio silenciosa que afeta 12,5 milhões de brasileiros segundo o ministério da saúde. O diabetes mellitus. Em escala mundial, o Brasil encontra-se na quarta colocação, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos.

Descrito como uma síndrome metabólica defeituosa de carboidratos, lipídios e proteínas, o diabetes pode ser ocasionado tanto pela ausência de secreção de insulina pelo pâncreas, como pela diminuição da sensibilidade dos tecidos humanos a próprio insulina. Basicamente, existem dois tipos de diabetes mellitus:

No tipo 1, também chamado de insulinodependente, as ilhotas pancreáticas não fabricam insulina.

Tendo possivelmente sua origem relacionada a fatores hereditários e distúrbios autoimunes, surge geralmente na infância ou adolescência, concentrando não mais que 5 a 10% da população. É tratado a partir do uso de medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas que venham a contribuir para o controle da glicemia no sangue, que deve oscilar entre 80 a 90 mg de glicose para 100 ml de sangue em jejum, no início da manhã.  

Já o tipo 2, também chamado de não insulinodependente, o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a cerca de 90 a 95% de todos os casos, surgindo geralmente após os 30 anos de idade, geralmente entre 50 e 60 anos. Causado pela resistência dos tecidos alvo a ação metabólica da insulina, este tipo de diabetes parece estar relacionado a hábitos de vida como sedentarismo e dieta rica em açúcares e gorduras, podendo, por vezes, ser controlado somente a partir de uma mudança de hábitos, como atividade física e planejamento alimentar, dispensando assim o uso de medicamentos.

Lembrando que os primeiros sinais do diabetes estão relacionados ao aumento de sede, de apetite e do volume urinário, e que suas principais complicações são danos ocasionados a retina, problemas cardíacos, alterações metabólicas, lentidão em cicatrizações, insuficiência renal, lesões e infecções nos pés, a qualquer um desses sinais, deve-se comunicar o médico, a fim de buscar de forma imediata tratamento.

Valendo-me do dito popular de que é melhor prevenir do que remediar, uma alimentação balanceada contendo frutas, verduras e fibras com redução de açúcares e gorduras e uma prática de 30 minutos ao dia de atividade física, colaboram sobremaneira para redução dos riscos pelo menos do tipo 2.

 

Um abraço e boa semana a todos.

 

Imagem destacada: gladiabernardi


por Cristiane Pawlowski Kuster

Guitarrista da 350ml, mestre em Letras.

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