Colunista|10.nov

Viajantes do Passado e do Futuro

Nos dias atuais, diante de um cenário extremamente competitivo, é fato que somos constantemente testados. Para aqueles que almejam conquistas no campo pessoal, profissional e mesmo intelectual, é inevitável se confrontar quase que diariamente com situações estressantes, que nos exigem tomadas de decisões, embates, posicionamentos e uma capacidade quase que inata de resolver problemas. Não é preciso realizar nenhuma pesquisa de campo para saber que, diante deste ritmo intenso e caótico, muitas pessoas desenvolvem perturbações de natureza psíquica, tais como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, entre outros transtornos de comportamento.

Procurando então uma resposta para a indagação de que é de extrema relevância a necessidade de protegermos nosso corpo e nossa mente diante das lutas diárias, reporto-me ao líder tibetano Dalai Lama que, em uma de suas mais famosas orientações espirituais, externou que ao cultivarmos em nossa mente estados mentais positivos como a generosidade, a gratidão e a compaixão, estamos nos conduzindo para uma melhor saúde mental ao nos aproximarmos da felicidade e plenitude.

Neste contexto, desenvolver a capacidade de focar no presente, sem permitir que emoções ou vivências do passado ou mesmo incertezas do futuro nos causem sofrimento psíquico, pode ser uma ferramenta poderosa na busca de um corpo e de uma mente sã. É o chamado estado “flow” ou fluído, onde o indivíduo, após tomar ciência do momento presente, reconfigura sua mente na atividade que está desenvolvendo com tanto foco e energia, que o resultado será o aumento da produtividade.

Das chamadas “mindfulness” ou técnicas comprovadamente eficientes no processo de viver o presente, destaca-se a meditação, onde através de uma prática constante, procura-se atingir um estado de clareza mental e emocional, uma espécie de autoconhecimento, onde o praticante busca dentro de si mesmo as respostas para suas inquietações.

É fato comprovado que, durante a prática da meditação, o cérebro produz uma quantidade maior de ondas gama, oscilações eletromagnéticas que surgem quando neurônios estão trabalhando de forma sincrônica, ativando a percepção da consciência, atenção, raciocínio, aprendizado, memória e concentração. Durante esta prática, percebe-se também uma espécie de desligamento do nosso “GPS” natural, que nos localiza no tempo e no espaço, permitindo-se experimentar uma sensação de perda de individualidade, de sintonia com o todo. Um contato íntimo com o nosso “Eu maior”, sede da saúde, da prosperidade, da criatividade e da tão almejada felicidade.

Portanto, não seria disruptivo pensar que a causa das nossas irritações, quadros depressivos e de ansiedade, estejam vinculadas as jornadas empreendidas no futuro e no passado, quando as soluções para nossos problemas estão no aqui e no agora.

Medite sobre isso e tenha uma ótima semana.

 

Imagem destaque: Gabriel Reinstein


por Cristiane Pawlowski Kuster

Guitarrista da 350ml, mestre em Letras.

Colunista|27.jan

Terrorismo Biológico

Colunista|23.jan

Carnaval no Nordeste

Colunista|22.jan

Colapso Ecológico

Colunista|13.jan

Um doce e gordo veneno

Colunista|13.jan

Vinhos de verão